Breve análise FOFA (SWOT) de Petrópolis, no Rio de Janeiro, sob a ótica do turismo

Breve análise FOFA (SWOT) de Petrópolis, Rio de Janeiro

Forças ou pontos fortes do núcleo

• Tradição histórica e do patrimônio cultural como atrativo turístico;
• Portfólio amplo de produtos turísticos;
• População consciente e receptiva ao turista / visitante;
• Proximidade com principais pólos emissores de turismo - SP/BH/RJ/VITÓRIA (ES);
• Acessibilidade (proximidade a aeroportos (RJ) / portos (RJ) e acesso a rodovias federais;
• Equipamentos turísticos de qualidade;
• Existência de cursos de Graduação Tecnológica85 no segmento;
• Cidade bonita e limpa;
• População educada;
• Existência de fontes de informação: Disque Turismo / CIT’s;
• Existência de trade turístico articulado e integrado à FCTP (parcerias com PC&VB,SEBRAE);
• Cidade com atrativos disponíveis para todas as estações;
• Posicionamento privilegiado na Serra do Mar que compreende várias Unidades de Conservação: Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Reserva Biológica do Tinguá, Reserva Biológica de Araras e Monumento Natural Pedra do Elefante, que fazem parte do hotspot;
• Destino indutor do turismo na Região;
• Sensibilidade e reconhecimento do Ministério do Turismo;
• Apesar da violência, o turista ainda se sente seguro e à vontade na cidade;
• A nova gestão governamental enxerga a atividade turística como negócio;
• Consolidação do Núcleo de Projetos para Turismo e Cultura, com o objetivo de captar efetivamente recursos para o segmento;
• Grande número de atrativos já consolidados distribuídos em diversidade de segmentos: 13 motivos de viagem;
• Possibilidade de trabalhar no destino PETRÓPOLIS com diversos públicos-alvo;
• Realização de conscientização turística a partir do ensino fundamental através da iniciação escolar em Turismo (HIGTP - História, Geografia e Turismo de Petrópolis) como parte da grade diversificada curricular do Município.
Ameaças do núcleo

• Experiências oferecidas pelos serviços tecnológicos reduzindo a demanda por experiências turísticas (second life, etc.);
• Redução da renda da classe média brasileira, direcionando o investimento de viagens para outros despesas;
• Outros destinos com menos atrativos investindo em promoção e reorientando fluxos;
• Desequilíbrio ambiental gerando pandemias que interferem nos hábitos da população mundial;
• A crise mundial, gerando revisão nos valores de consumo da população;
• Inexistência da cultura de um segundo idioma no país;
• Ausência de uma comunicação mais efetiva das políticas públicas de fomento do produto turístico.


Deficiências ou pontos fracos do núcleo

• Falta de continuidade e monitoramento dos circuitos eco-rurais;
• Poucas opções de atrativos consolidados em períodos de baixa temporada;
• Calendários de eventos não consolidados / não divulgados;
• Turismo de eventos mal trabalhado (qualitativo e quantitativo);
• Percepção da cidade como destino apenas de “final de semana”;
• Baixa aplicabilidade do conceito da Economia da Experiência na formatação dos produtos turísticos;
• Ausência de atrativos para determinados nichos (ex: infantil).
• Desconhecimento por parte da população local do potencial dos serviços e equipamentos turísticos e do turismo como atividade econômica rentável (negócio);
• Falta de conscientização turística.
• Baixa qualificação de mão de obra;
• Baixo nível de interesse local pelos cursos de formação profissional para o setor turístico;
• Falta de programa de certificação profissional para o segmento.
• Inexistência de malha aérea (informalidade no receptivo via helipontos particulares);
• Turista internacional optando por destinos com vôos charters;
• Sinalização turística insuficiente;
• Ausência de Transporte Turístico integrando as áreas turísticas da cidade;
• Má e sub-utilização do Parque Municipal de Petrópolis;
• Sub-utilização do Horto Mercado;
• Ausência de integração de produtos turísticos em outras áreas/regiões - Itaipava, Teresópolis, Friburgo,etc.;
• Utilização de estagiários temporários para as atividades de informação turística;
• Condições de trânsito precárias: engarrafamentos, vias estreitas, grande número de carros, poluição;
• Indisponibilidade de áreas de estacionamento para a demanda de carros nos finais de semana e eventos especiais (centro histórico);
• Ausência de mecanismos de integração rodoviária do Bingen com bairro Quintandinha;
• Oferta de leitos reduzida para atender demanda já existente;
• Baixa qualidade do receptivo da rodoviária;
• Saída da cidade de empresas de grande porte, reduzindo a demanda do turismo de negócios;
• Parcos recursos financeiros (verbas públicas) direcionados para investimento local no setor;
• Projeto de estrada de acesso Bingen-Quitandinha ainda no papel;
• Inexistência de modelo de transporte exclusivamente turístico.
• Aumento da criminalidade, com alta mídia espontânea nos veículos de comunicação de massa regionais;
• Ausência de plano de comunicação integrada para o turista/excursionista e população em geral;
• Ausência da divulgação dos incentivos fiscais da prefeitura (em Feiras, Congressos, Rodadas de Negócios) para atrair investidores nacionais e internacionais no segmento;
• Representação do destino turístico em feiras pela iniciativa privada, gerando trabalho individualizado e fragmentando a comercialização do destino;
• Ausência de posicionamento para promoção do destino.
• Falta de validação da pesquisa de inventário turístico já realizada e existente;
• Ausência de pesquisas recentes sobre o perfil e comportamentos de consumo do turista/excursionista de Petrópolis;
• Ausência de monitoramento da chegada de turistas/excursionistas à cidade.
• Falta de projetos consolidados para captação de recursos;
• Negócio ainda dependente de recursos federais e estaduais;
• Falta da caracterização do artesanato local;
• Desinteresse de investidores multinacionais do segmento;
• Falta de investimento na oferta já existente;
• Poucos incentivos e parca infra-estrura organizacional para atuação em eventos promocionais e realização de FAMTOURs e FAMPRESS.

Oportunidades do núcleo

• Apesar do aquecimento global os destinos turísticos de Serra no país não foram impactados;
• Incentivos políticos nacionais ao turismo: Programa Viaja Mais, Melhor Idade e Viaja Brasil;
• Acessibilidade à classe média brasileira, permitindo direcionamento de renda para atividade
turística;
• Surgimento de novas demandas para ampliação do portfólio de produtos do turismo, devido a: aumento da expectativa de vida, redução do preconceito, mudança de valores e facilidade de crédito;
• Baixo nível de barreiras diplomáticas permitindo a entrada facilitada de estrangeiros ao país;
• Mudança do comportamento do consumidor nacional que procura agregar cultura à viagem de lazer;
• Popularização de veículos de comunicação alternativos como a “internet”, gerando fácil acesso à informação turística;
• Aumento da participação de programas turísticos em veículos de comunicação de massa, estimulando o consumidor a tornar-se turista;
• Reposicionamento do produto turístico nacional das campanhas do Ministério do Turismo;
• O aumento do stress nas grandes cidades, gerando necessidade de lazer;
• Tendência do turista nacional a consumir viagens regionais para locais próximos, em períodos curtos e em maior quantidade;
• Tendência a privilegiar pequenos destinos com atrativos diferenciados para realização do
turismo de eventos/negócios;
• Existência de políticas públicas para o incremento de negócios existentes, novos negócios e
pequenos empreendedores;
• Integração entre organismos governamentais e de iniciativa privada, gerando projetos comuns e otimizando recursos;
• Reposicionamento do produto turístico nacional das campanhas do Ministério do Turismo.

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