O Ministério do Turismo hoje


De fundamental importância para o desenvolvimento socioeconômico do país, o Ministério do
Turismo tem mostrado que, no atual momento político do país, tem força ministerial.  O que é de suma importância para a implementação das políticas públicas do turismo no Brasil.

O principal obstáculo ao desenvolvimento do turismo no país sempre foi a falta de vontade política. Conforme o Fórum Econômico Mundial, entre 136 países, o Brasil aparece na 126ª colocação no quesito priorização do setor.

Por ação do atual ministro, o presidente Jair Bolsonaro formalizou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada há poucos dias, a dispensa - unilateral - de visto para turistas norte-americanos, da Austrália, Canadá e Japão, para entrarem no Brasil. O decreto só entrará em vigor em 17 de junho deste ano.

Mesmo sendo de forma unilateral, a medida vai atrair muito mais turistas para Brasil.

Apesar de nossos problemas de segurança pública, temos o potencial para atrair vários milhões de turistas estrangeiros a mais.

Entretanto a demanda por turismo é elástica. O turista potencial, na Filadélfia ou em Vancouver, vai sempre comparar o Brasil com outros destinos, como México, Colômbia ou Caribe. Muitas vezes, a dor de cabeça e o custo para obter um visto vão ser o fator preponderante para a escolha. Outras tantas vezes, o turista decide o seu destino no último instante e deixa de viajar para algum país para evitar ter que lidar com o consulado ou ter que ir à farmácia tirar foto de passaporte. Se colocarmos dificuldades, o turista não virá.  E nesse momento que precisamos dos benefícios advindos da movimentação dos turistas, isso é fundamental.

Com cada turista estrangeiro gastando em média mais de 300 reais por dia em hotéis, restaurantes, táxis, excursões e lembranças, ninguém precisa de doutorado em economia para concluir que sua presença vai dar a muitos brasileiros relevantes acréscimos de renda.

A experiência legislativa do atual ministro do turismo, Marcelo Álvaro Antonio, deputado federal reeleito por Minas Gerais, colabora com a articulação no Congresso para a aprovação de medidas que venham a dinamizar o desenvolvimento do setor, como o Projeto de Lei 7.425, que transforma e Embratur em agência, ação que dará mais agilidade e autonomia na promoção do turismo internacional.

Enquanto México, Colômbia e Equador investem respectivamente US$ 490 milhões, US$ 100 milhões e US$ 90 milhões por ano, o Brasil destina apenas US$ 17 milhões à finalidade. A transformação da Embratur permitirá o fortalecimento da divulgação do Brasil no mundo.

Outra conquista para o setor foi a aprovação na Câmara dos Deputados do texto-base do projeto de lei que altera dispositivos da Política Nacional do Turismo. Um dos avanços diz respeito à liberação de 100% de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas nacionais.  A votação ainda acontecerá no Senado.

Essas mudanças mostram que o Mtur tem tido força, e força de vontade, o que sempre faltou no desenvolvimento de políticas públicas no país.

Apesar de ainda faltar muito, em menos de três meses muito já foi feito.  O Brasil está no caminho certo para o desenvolvimento do turismo em nosso território.

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